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A Rua 25 de Março faz 145 anos e a Doural 105 anos, conheça nossa história

Parabéns! A 25 de Março faz hoje 145 anos! A mais tradicional rua de comércio do Brasil está fazendo aniversário, e como já é de conhecimento de todos, a Doural, uma das mai antigas lojas do Brasil, faz 105 anos.

Veja um pouco da história da nossa empresa centenária e conheça o porquê de nos orgulhamos tanto da Doural!

Assad Abdalla nasceu em Homs, na Síria, no ano de 1870. De origem modesta, seu pai era dono de uma padaria. Quinto, entre seis irmãos, só frequentou um ano de escola, pois teve que começar a trabalhar muito cedo. Foi aprendiz de sapateiro, tecelão e, aos 15 anos, cortava e manejava pedras, material usado em construções, em Homs.

Ambicioso, observador e inteligente, começou a calçar ruas tornando-se feitor da Prefeitura. Durante o inverno inclemente, fazia pequenas obras no interior e recebia o pagamento em gêneros que, então, vendia na cidade: lentilha, grão de bico, sacos de aveia, trigo e carneiro. Isso serviu de treino para o comércio onde, mais tarde, exerceu profissão aqui no Brasil.

Em 1895, aos 25 anos emigrou para São Paulo com seu primo Nagib Salem e outros conterrâneos. Começou a mascatear, por conta de patrícios, carregando nas costas a grande caixa, cheia de armarinhos, chamando os fregueses ao som da matraca pelas ruas dos bairros da Penha, Santana e arredores. Meses depois, tanto Assad como Nagib já trabalhavam por conta própria. Nesse período, muitas atividades econômicas, a maior parte delas tocadas por imigrantes, acabaram se concentrando na região da rua 25 de Março.

Começa então a surgir a primeira referência á  casa de comércio nas mãos de sírios e libaneses, os quais se iniciavam aos poucos no comércio varejista. Nessa época, mais de 90% dos mascates da cidade de São Paulo eram sírios e libaneses.

A escolha do comércio de tecidos e armarinhos deu-se devido á  menor concorrência. Homem essencialmente prático e objetivo, Assad decide então, em 1900, criar um fundo de reserva para a aquisição e construção de imóveis em geral.

Nesse mesmo ano, próximo de completar seu trigésimo aniversário, constitui sua primeira empresa e monta duas lojas, uma na 25 de Março e outra na rua João Alfredo, atual General Carneiro. Algum tempo depois, as duas lojas da rua 25 de Março são compradas e, no número 141, hoje 595, começa a ser construída a sede da empresa.

Mais tarde, no pavimento superior, Assad passa a morar com sua família. O número 141 da rua 25 de Março tornou-se famoso, pois todos os artigos como o algodãozinho, o alvejado, levaram o número da loja e esta marca tornou-se conhecida por todo o Brasil.

Na nova loja, Assad começa a trabalhar com artigos importados diretamente por ele e, entre 1908 e 1912, faz três viagens á Europa para comprar mercadorias. Naquele tempo, quase tudo era importado da Inglaterra, Alemanha e França. O nome “Assad Abdalla” e o zelo com que sempre lutou pelo seu bom nome deram frutos. Antes de falecer em São Paulo, aos 80 anos, Assad trabalhou por muito tempo com seus filhos e soube ensiná-los muito bem que a família é a base da sociedade e que seria necessário trabalhar duro para tocar os negócios adiante.

Aos filhos, netos e bisnetos, Assad Abdalla deixou suas reflexões, ensinamentos e a missão de gerir e administrar os negócios da família. Sem precedentes na região, os Assad Abdalla começam a comercializar cortinas prontas. Nessa época, a comercialização era feita sob encomenda. Porém a visão empreendedora de Assad Abdalla Neto, sabendo ouvir seus clientes, o faz ter a idéia da padronização, o que muitos de seus concorrentes achavam loucura pois pensavam que cada cliente iria querer um tamanho diferente.

Os Assad Abdalla acreditavam que, ouvindo a opinião de seus clientes, vendedores, amigos e funcionários, novas e boas idéias surgiriam e assim o faziam conversando com o office boy ou mesmo com a moça da limpeza. Dessa maneira, começaram a diversificar seus negócios e, além de vender cortinas, artigos para cama, mesa e banho e ter o maior showroom de tapetes do Brasil com mais de mil metros quadrados, passaram a comercializar utilidades domésticas, itens para decoração, eletroportáteis e eletrodomésticos. E assim como seu idealizador, Assad Abdalla, seu filho, netos e bisnetos, viajaram por todo o mundo em busca de melhores produtos e preços.

Com uma variedade de mais de 60 mil itens, alguns exclusivos, como a marca de panelas francesas Staub, a empresa acreditou e conseguiu atender públicos de diferentes classes sociais. Algumas marcas de alto valor agregado, que antes só podiam ser encontradas na região dos Jardins, passam a ser vendidas na 25 de Março. Uma tarefa nada fácil, pois outras empresas do ramo concentradas em regiões supostamente mais nobres da cidade pressionavam os fabricantes, uma vez que não queriam que algumas marcas “elitizadas” fossem vendidas em um centro popular. Novamente, os Assad Abdalla saem na frente lançando um serviço para quem não pode “ou não quer” ir até a 25 de Março, oferecendo o serviço de e-commerce em seu site.

Além do consumidor final a loja atende também o ramo de hotelaria com produtos como: cama, mesa e banho, tapetes, cortinas, cozinha e decoração, participando inclusive da Equipotel. Assim como quem quer comprar iluminação vai á Rua da Consolação, quem quer ter mais opções em itens como tapetes, cortinas, cama, mesa e banho e utilidades domésticas tem de ir á  25 de Março.

Assad Abdalla “um dos pioneiros do comércio da 25 de Março, quando a rua ainda era calçada com paralelepípedos e os vendedores usavam terno, gravata e chapéu ” não poderia imaginar que, mais de 100 anos depois, a loja fundada por ele, em 1905,  atrairia tanta gente de várias classes sociais e de diferentes lugares do país.

Fernando Assad Abdalla
www.doural.com.br

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Presentes e a Arquitetura do Lazer

Conhecer lugares como Camden Town em Londres dá a sensação de “quero mais”. Moda, artigos de decoração, presentes (primeiramente para nós, é claro!) para familiares e amigos, e, como em toda cidade cosmopolita, muita gente diferente circulando pelas ruas.

Um lugar em São Paulo que me faz lembrar cidades cosmopolitas é a região da Rua 25 de Março. Vale realmente a pena dar um passeio por lá. Vista aquela camiseta mais leve, calçado baixo, calça jeans e chame os amigos para um passeio.

Para aqueles que gostam de observar a arquitetura, não deixe de parar por alguns segundos e observar os prédios centenários. Na Rua 25 de Março, por exemplo, no prédio de número 595, a loja de presentes Doural com 103 anos de tradição está com a fachada restaurada, o que dá a sensação de voltar ao passado. Mas isso é só até você entrar na loja…

Para aqueles que pensam em casar ou são aficionados por produtos para o lar, há na parte interna da loja marcas que seguem as tendências européias, um verdadeiro parque de diversões com uma variedade de produtos como, por exemplo, a Cafeteira Odea GO da Saeco com design desenvolvido pela BMW Design Works.

Se você quiser saber mais sobre alguns produtos antes de ir até lá, a loja lançou em agosto o Caderno de Ofertas Doural. Uma ótima opção para aqueles que gostam de navegar pela internet, comprar produtos das marcas mais conceituadas do mundo e recebê-los em casa.

Dicas:
Se for à loja, converse com as pessoas para, depois das compras, você poder comer uma comidinha típica. Existem ótimos restaurantes tradicionais na região. Vale a pena!

Vá com calma para desfrutar cada momento e não perder as oportunidades.

Se possível, use também o metrô. É um transporte muito prático e rápido para quem está no centro de São Paulo.

Aproveite!
Leonardo Rodrigues

25 de março, um passeio inesquecível

Texto de Olga Samila

25placa

Se você acha que passear pela região da 25 de Março é “programa de “índio”, ledo engano. Para o paulistano – que carece de praia, orla, calçadão, ciclovia – todo e qualquer programa, por melhor que seja, por mais caro e chique, pode se transformar em “programa de índio”.

Por isso, aqui vão algumas dicas de quem freqüenta (e gosta de freqüentar) a região.

Dispa-se de preconceitos e se vista de paciência. Aqui se pratica o passo de tartaruga. Se, por um lado, é difícil (vai contra o nosso ritmo…), por outro possibilita perceber tudo e em detalhes. As lojas com suas miríades de produtos, muitos deles, maravilhosos! Os preços, quase sempre irresistíveis! Por conta dessa dualidade, é impossível sair daqui sem uma sacolinha sequer.

Porém a região da 25 de Março é mais do que uma rua só, particular em sua movimentação, em seu colorido humano (um estudo sócio-antropológico?), mais do que compras populares (preste atenção e veja que há opções bem elegantes, sim!). Há ruas transversais e paralelas que ocultam-exibem verdadeiros tesouros. Vale, sim, a pena, expandir seu raio de caminhada. Aliás, por falar nisso, caminhar faz bem ao coração. Então aproveite.

Venha para cá com calçado e roupas bem confortáveis e caminhe um pouco mais. O Mercado Central está a dois quarteirões da 25 de Março, na direção da Senador Queiroz. E aqui as maravilhas atingem, em cheio, nossos cinco sentidos. Frutas fresquíssimas, perfumadas; queijos e frios que aguçam o paladar; doces e salgados; sementes, amendoins, ervas e chás. E locais para lanchar, beliscar, petiscar, tomar um chopp bem tirado, uma água de coco ou mesmo almoçar, sem pressa, sem corre-corre.

É, sem dúvida, uma forma bem paulistana, cosmopolita, sim, de “degustar” a capital.

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